Indicadores

Diversos indicadores compõem o currículo do IDES 1 e subseqüente certificação pelo IAP. Apenas após intensivo treinamento e conscientização de seus funcionários uma empresa poderá receber a certificação nível 1. Entre os indicadores estão:

Indicador do programa nº 1:

“Nível de informação e comprometimento da equipe”

A parte mais crítica para a implantação de qualquer programa com características ambientais, é o comprometimento da equipe. Toda a equipe que participa do projeto deverá construir conjuntamente, um manual de procedimentos para padronização de procedimentos sustentáveis. 

Indicador do programa nº 2:

“Consumo de água e coleta de esgoto”

De toda a água que se retira dos mananciais para abastecer as cidades brasileiras, quase a metade se perde antes de chegar às casas e atender a população. A principal causa são os vazamentos da rede. Assim as empresas são orientadas para realizarem manutenção periódica contra vazamentos e implantarem sistema de reuso.

Com relação ao esgoto, na maioria dos casos ainda não há tratamento, fazendo com que assim se busquem novas soluções para tal questão, o que conta positivamente dentro do contexto das práticas ambientalmente sustentáveis.

Indicador do programa nº 3:

“Produção de Gases do Efeito Estufa (GEE)”

De acordo com dados do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) vivemos um período de aquecimento global causado pela ação  de atividades humanas. As Nações Unidas (ONU) fomentaram a construção de um documento de intenções para a redução dos gases causadores do Efeito Estufa, denominado Protocolo de Kyoto. O Brasil que é um dos signatários desse protocolo,  foi um dos primeiros países do mundo a implementá-lo, através da criação de uma Comissão Interministerial com a função de criar projetos que buscassem mitigar a emissão dos GEE.

Para redução de gases do efeito estufa, o IDES preconiza que seja feito plantio de mudas para neutralização do carbono. Dentro desse contexto, os indicadores elencados abaixo serão monitorados dentro do programa:

“Consumo de energia elétrica

A energia elétrica gerada no Brasil, possui baixo impacto na produção de GEE, porém apesar disso, a utilização de energia elétrica está ligada ao Efeito Estufa. Assim são necessárias ações que visem à otimização do uso da energia elétrica.

                                  
"Carga de GEE gerados pelo deslocamento diário da equipe para operação do escritório"
           
            Se considerarmos um deslocamento médio de 10 km/dia por funcionário (um consumo extremamente baixo), utilizando um carro a gasolina, ao final do mês, teremos uma produção de 3 toneladas de GEE, com as atividades de deslocamento.

            Ainda, se for considerado todo o ciclo do combustível, a emissão de CO2 do álcool é quase nula, pois as plantações de cana absorvem CO2 e, assim, compensam  aquilo que é emitido depois pelo carro. Porém o impacto ambiental do álcool é grande em outros aspectos: as áreas ocupadas por plantações de cana-de-açúcar aumentam a cada ano, inclusive sobre áreas de florestas, diminuindo a absorção global dos GEE. Isso sem falar na prática das queimadas, a principal fonte de gases causadores do aquecimento global em países como o Brasil, nociva ao homem e ao ambiente, mas ainda bastante comum nas épocas de colheita. Assim entendemos que esse combustível deve entrar no cálculo de neutralização.

 "Redução de fontes de poluição interna do ar"

            A fumaça dos cigarros é a maior fonte de poluição do ar em ambientes fechados disso decorre a proibição em nível federal (lei nº 9294 de 1996) do consumo de cigarros em repartições públicas e locais fechados com grande circulação de pessoas. Sugere-se que o consumo de cigarros  fique restrito a uma única área da empresa. Também indicamos que sejam afixadas placas contendo avisos de área restrita, em local visível.   

 “Produção de resíduos sólidos e Consumo de papelaria”

            O lixo das empresas geralmente é composto basicamente por papéis e copos descartáveis. A empresa muitas vezes não participa de programas de coleta seletiva, nem possui programa para a redução e reaproveitamento de resíduos. Esses fatores deverão ser estudados e solucionados.